quinta-feira, 22 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Procuro o sono na minha absurda existência.
É-me por vezes impossível estar acordada e ser esta pessoa, qualquer pessoa. É-me por vezes impossível perceber o porque das pessoas ou de ser pessoa.
São noites como estas que os meus sonhos revelam o meu ódio pela humanidade, ou, talvez, apenas o ódio que por mim mesma tenho, causado pelas tentativas de ser algo que não seja pessoa, tentativas estas inúteis de um presente doloroso.
17.04.2011
É-me por vezes impossível estar acordada e ser esta pessoa, qualquer pessoa. É-me por vezes impossível perceber o porque das pessoas ou de ser pessoa.
São noites como estas que os meus sonhos revelam o meu ódio pela humanidade, ou, talvez, apenas o ódio que por mim mesma tenho, causado pelas tentativas de ser algo que não seja pessoa, tentativas estas inúteis de um presente doloroso.
17.04.2011
quinta-feira, 1 de março de 2012
Espectadores
"Espectadores. Vidas a acontecer. Disfunções elevadas, cérebros descompensados, musicas comprimidas em corpos.
Observar enquanto única condição de espectador.
Boémias transparecem em pensamentos e delírios que acabam em arte.
Somos artistas da vida e esta é a única fuga possível, a última saída num fim breve."
Observar enquanto única condição de espectador.
Boémias transparecem em pensamentos e delírios que acabam em arte.
Somos artistas da vida e esta é a única fuga possível, a última saída num fim breve."
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Apetecem-me as noites de cigarros compulsivos. De cheiros desvanecidos, memórias perdidas. De felicidade efémera gratuita. De vigília indestrutível. De sonos e sonhos nem perto de existirem.
Apetecem-me noites de vida, pela morte que lhes já é intrínseca. De solidão absoluta. De obsessão por todo o sofrimento possível.
Apetece-me ver o sol nascer, no quase perfeito silêncio de uma humanidade adormecida e desaparecer assim em terras de sonhos.
27.02.2012
Apetecem-me noites de vida, pela morte que lhes já é intrínseca. De solidão absoluta. De obsessão por todo o sofrimento possível.
Apetece-me ver o sol nascer, no quase perfeito silêncio de uma humanidade adormecida e desaparecer assim em terras de sonhos.
27.02.2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
"Mais uma coisa: porquê e para quê, no fundo, quero escrever? Se não é para o público, poderia recordar tudo mentalmente, sem pô-lo no papel, não é verdade?
Pois é, mas no papel a coisa parece soar com mais solenidade. Há nisso algo de imponente, o juízo de mesmo é mais intenso, há mais requinte no estilo. Além disso, é possível que o processo de escrever me alivie. "
Cadernos do subterrâneo
Fiódor Dostoiévski
Aviso que isto não vai durar muito tempo e que a sua finalidade não vai ser de todo cumprida, mas eu achei que podia tentar.
Pois é, mas no papel a coisa parece soar com mais solenidade. Há nisso algo de imponente, o juízo de mesmo é mais intenso, há mais requinte no estilo. Além disso, é possível que o processo de escrever me alivie. "
Cadernos do subterrâneo
Fiódor Dostoiévski
Aviso que isto não vai durar muito tempo e que a sua finalidade não vai ser de todo cumprida, mas eu achei que podia tentar.
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