O que em mim escreve não pode ser visto. Tem de
habitar no abismo da minha alma, para sempre. Ao meu corpo incumbe a
tarefa de o esconder, de tornar o abismo impenetrável para que o que em
mim escreve não seja descoberto. A quem tenta chegar-lhe aprisiono na
memória do pior de mim e deixo-o na eternidade de só isso, uma memória
do pior de mim.
E assim desgasto o corpo, para que na morte tudo se apague.
Um pouco do Al Berto, um pouco de mim.
terça-feira, 15 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
E o que há?
Já não há nada que me salve. Já não há sítios desses. Já não há silêncio que me acalme. Não há sono que me faça sonhar. Não há tristeza que me faça chorar. Não há lágrimas que me aliviem.
E o que há? A destruição que me é intrínseca. Porque eu destruo tudo. E já não ha perdão para mim. Já não há tempo para mim.
E o que há? A impossibilidade de viver. O suicídio da alma.O suicídio de mim. Porque já não há salvação. Porque nunca houve um Deus. Porque nunca tive fé.
Já nem há lugares ou muralhas para me esconder. Já não solidão suficiente. Já não há quem acredite, quem ame, ou talvez nunca houve.
E o que há?
26.04.
E o que há? A destruição que me é intrínseca. Porque eu destruo tudo. E já não ha perdão para mim. Já não há tempo para mim.
E o que há? A impossibilidade de viver. O suicídio da alma.O suicídio de mim. Porque já não há salvação. Porque nunca houve um Deus. Porque nunca tive fé.
Já nem há lugares ou muralhas para me esconder. Já não solidão suficiente. Já não há quem acredite, quem ame, ou talvez nunca houve.
E o que há?
26.04.
quinta-feira, 22 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Procuro o sono na minha absurda existência.
É-me por vezes impossível estar acordada e ser esta pessoa, qualquer pessoa. É-me por vezes impossível perceber o porque das pessoas ou de ser pessoa.
São noites como estas que os meus sonhos revelam o meu ódio pela humanidade, ou, talvez, apenas o ódio que por mim mesma tenho, causado pelas tentativas de ser algo que não seja pessoa, tentativas estas inúteis de um presente doloroso.
17.04.2011
É-me por vezes impossível estar acordada e ser esta pessoa, qualquer pessoa. É-me por vezes impossível perceber o porque das pessoas ou de ser pessoa.
São noites como estas que os meus sonhos revelam o meu ódio pela humanidade, ou, talvez, apenas o ódio que por mim mesma tenho, causado pelas tentativas de ser algo que não seja pessoa, tentativas estas inúteis de um presente doloroso.
17.04.2011
quinta-feira, 1 de março de 2012
Espectadores
"Espectadores. Vidas a acontecer. Disfunções elevadas, cérebros descompensados, musicas comprimidas em corpos.
Observar enquanto única condição de espectador.
Boémias transparecem em pensamentos e delírios que acabam em arte.
Somos artistas da vida e esta é a única fuga possível, a última saída num fim breve."
Observar enquanto única condição de espectador.
Boémias transparecem em pensamentos e delírios que acabam em arte.
Somos artistas da vida e esta é a única fuga possível, a última saída num fim breve."
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Apetecem-me as noites de cigarros compulsivos. De cheiros desvanecidos, memórias perdidas. De felicidade efémera gratuita. De vigília indestrutível. De sonos e sonhos nem perto de existirem.
Apetecem-me noites de vida, pela morte que lhes já é intrínseca. De solidão absoluta. De obsessão por todo o sofrimento possível.
Apetece-me ver o sol nascer, no quase perfeito silêncio de uma humanidade adormecida e desaparecer assim em terras de sonhos.
27.02.2012
Apetecem-me noites de vida, pela morte que lhes já é intrínseca. De solidão absoluta. De obsessão por todo o sofrimento possível.
Apetece-me ver o sol nascer, no quase perfeito silêncio de uma humanidade adormecida e desaparecer assim em terras de sonhos.
27.02.2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
"Mais uma coisa: porquê e para quê, no fundo, quero escrever? Se não é para o público, poderia recordar tudo mentalmente, sem pô-lo no papel, não é verdade?
Pois é, mas no papel a coisa parece soar com mais solenidade. Há nisso algo de imponente, o juízo de mesmo é mais intenso, há mais requinte no estilo. Além disso, é possível que o processo de escrever me alivie. "
Cadernos do subterrâneo
Fiódor Dostoiévski
Aviso que isto não vai durar muito tempo e que a sua finalidade não vai ser de todo cumprida, mas eu achei que podia tentar.
Pois é, mas no papel a coisa parece soar com mais solenidade. Há nisso algo de imponente, o juízo de mesmo é mais intenso, há mais requinte no estilo. Além disso, é possível que o processo de escrever me alivie. "
Cadernos do subterrâneo
Fiódor Dostoiévski
Aviso que isto não vai durar muito tempo e que a sua finalidade não vai ser de todo cumprida, mas eu achei que podia tentar.
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